Falar...
O ser humano fala. Fala muito. Isso é óbvio, quase redundante. Não obstante, Deus deu ao homem dois ouvidos e uma boca. A ordem subentendida do Pai era tão somente essa: Que possamos ouvir muito mais do que falar. Quando se ouve se pode aprender. Quando se fala pode se errar. O primeiro pecado que o homem presenciou em sua história foi a mentira. Da mesma forma, muitos ficam famosos, tornam-se importantes e chegam à posições de destaque por causa daquilo que falam. Mas também muitos atingem grandes fracassos simplesmente por falarem o que não era conveniente. A maior arma e o maior poder que Deus deu ao homem foi o poder da língua. Com ela edificamos e por ela derrubamos. Por ela atraímos benção e maldição. O homem cresce achando que o poder pode estar nos seus braços, ou no seu dinheiro ou na sua fama, sem saber que tudo isso pode ser derrubado se não souber usar a língua. Às vezes falamos o que é certo na hora errada. Ou o que é errado na hora certa. Mas sempre perdemos muito por não saber a hora certa de falar. Existem entre nós muitos homens que são muito inteligentes e que sabem a hora certa de falar. Mas os reais sábios não são esses, e sim aqueles que sabem a hora certa de calar. Esta é a sabedoria. O que se cala na hora certa compra ouro refinado. Chega na frente. Tanto que muitos falam demais, mesmo não estando errados. Devemos falar pouco, porque as nossas palavras devem corresponder aos nossos a atos, já que “o que a gente faz fala muito mais do que só falar”.
(Nilson Júnior)
(Nilson Júnior)

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